quarta-feira, 19 de maio de 2010

É o Papa infalível, único e verdadeiro representante de Deus na Terra, e a igreja católica a única e verdadeira ?



Qualquer um com um mínimo de conhecimento de história sabe que a igreja católica praticou inúmeras atrocidades, usando o nome de Deus para justificá-las. Matava das mais diversas formas,com o máximo de crueldade, não sem antes de longas e angustiantes sessões de torturas, naqueles que fossem contrários a qualquer dos interesses da igreja romana ou de seus membros. Alguém poderia ser condenado a fogueira simplesmente por ler a bíblia, um livro proibido ou simplesmente não concordar com a posição religiosa de um padre; por não ceder a seus caprichos sexuais, por discordar da teologia imposta, e que era completamente opositora aos ensinamentos bíblicos; por questionar que a igreja fosse a detentora do conhecimento da época, guardando para uso exclusivo de seu alto clero livros e outras fontes de pesquisa, e sendo a igreja romana a única mantenedora das poucas escolas e universidades existentes em uma época em que quase a totalidade da população era analfabeta, proibindo o livre acesso aos letrados a livros que a igreja romana proibia e dentre eles a própria bíblia. Os papas detinham o verdadeiro poder político, militar e filosófico,e esse poder ultrapassava as fronteiras e dominava nações e reinos inteiros. Os reis e príncipes lhe prestavam homenagens e o obedeciam, como se o papa fosse o próprio Deus. Diferentemente do que Jesus pregou(Lc 9:55-56 “Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens , mas para salvá-las.” ) a igreja romana usava de violência para impor a “vontade do Senhor” , esquecendo-se que em nenhum lugar nas Sagradas Escrituras Jesus matou alguém que discordasse dele, tampouco ensinou que seus seguidores fizessem isso. Por tais coisas se revoltou Martinho Lutero, e proclamou as suas 95 teses, nas quais listava os principais desvios da igreja católica, em confronto com as sagradas escrituras, colocou em sério risco a sua própria vida, pregava que a bíblia deveria ser lida por todos e não um privilégio dos padres; pregava também que as missas deveriam ser realizadas na língua natal do povo, e não somente em latim. Nenhum dos apóstolos deu essa instrução à igreja mais tarde no Novo Testamento. Muito pelo contrário. No livro de Mateus, vemos que Jesus Cristo anuncia o tipo de espírito suave que oferece ao mundo: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é leve. Mt 11:29,30. Por tais coisas se revoltou Martinho Lutero, e proclamou as suas 95 teses, nas quais listava os principais desvios da igreja católica, em confronto com as sagradas escrituras. Colocou em sério risco a sua própria vida, pregava que a bíblia deveria ser lida por todos e não um privilégio do clero; pregava também que as missas deveriam ser realizadas na língua natal do povo, e não somente em latim.

O domingo é o dia do Senhor?
Outra falácia que é comumente pregada é a consagração do domingo como o dia do Senhor. De onde saiu esta heresia, já que em toda a bíblia desde Êxodo, onde Moisés recebeu as leis diretamente de Deus, é o sábado o dia consagrado ao Senhor Deus de Israel? Em toda a sagrada escritura vemos recomendações de guardar o sábado, como podemos ler a partir do livro de Êxodo 31:13 “Tu, pois fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isto é um sinal entre mim e vós, nas vossas gerações; para que saibais eu sou o Senhor, que vos santifica.” A consagração do domingo ao invés do sábado foi uma manobra política articulada pelo Bispo Eusébio, amigo íntimo do imperador Constantino, que devido a carta apostólica recomendando o domingo ao invés do sábado não ser observada pelos membros da igreja, baixou o imperador um decreto proibindo a qualquer um trabalhar no domingo, que é o primeiro dia da semana. Mas as orações na igreja romana não estariam proibidas, e o sábado se transformou em um dia normal de trabalho.

Pode algum ser humano ser infalível? Infalível segundo o dicionário é: Adj. 1 Que não pode falhar. 2 que não pode deixar de acontecer. O papa ao que me consta é um ser humano como qualquer outro; e o ser humano é suscetível a erros, pois seu conhecimento é limitado. Para ser infalível, deveria ser detentor de TODO o conhecimento, pois sabendo de TUDO, não erraria. Se tal criatura fosse detentora de todo o conhecimento, seria onisciente, ou seja seria igual a Deus, o criador, que é o único onisciente e onipotente e que segundo a própria bíblia, a qual a igreja romana diz servir, não há outro Deus. Bem e se como eles mesmos dizem o papa é infalível, por que então pediu várias desculpas, por erros tais como a condenação de Galileu Galilei por defender que em nosso sistema planetário, a terra não era o centro , e sim o sol e que haveriam vários sistemas planetários? Por que pediu perdão pela sua anuência com os nazistas na segunda guerra mundial? Por que pediu perdão pelas atrocidades cometidas durante o sombrio período da “santa” inquisição na idade média? Por que pediu perdão por ter queimado vivo Giordano Bruno? O papa é um homem, pecador  e mortal como todos os homens.

Culto aos mortos: O culto aos mortos, como o proclamado no dia 02 de novembro é uma grande heresia; a palavra de Deus condena veementemente tal abominação, como bem vemos em : Dt 18.10-12: Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador , nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por essas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. E também em Ec 9.5,6: Por que os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio , e a sua inveja já pereceram, e já não tem parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Ec9:10 : Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. No livro de Lucas, podemos ver claramente a separação entre o mundo dos vivos e o dos mortos, na parábola do rico e Lázaro: Lc 16: 26 E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam , nem tampoucos de lá passar para cá.

Idolatria: Quanto à idolatria às imagens, que a ICAR chama de homenagens, é algo extremamente perceptível até para um leigo: Multidões se ajoelhando diante de imagens e lhes oferecendo “orações e rezas” , levando flores, acendendo velas, fazendo promessas, é o que se não é idolatria? O profeta Daniel foi atirado à cova dos leões por se negar a adorar o Rei Dario, e Deus lacrou a boca dos leões.(Dn 6). No livro de Êxodo, o próprio Deus Entregou a Moisés as tábuas do Dez mandamentos onde dizia: Eu sou o teu Deus , que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outro deuses diante de mim .Não farás para ti imagens de escultura , nem alguma semelhança do que há acima dos céus , nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. No livro de também vemos as coisas que desgradam a Deus Gl 5:19,20: Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: Adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a essas, acerca das quais vos declaro , como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas, não herdarão o reino de Deus.

Devemos adorar a “Virgem” Maria? Claro que não. Mais uma vez devemos sempre nos lembrar de adorar somente a Deus, e a Ele prestar culto. Maria apesar de bendita entre as mulheres, por ser escolhida para dar à luz ao Salvador, era criatura. Foi a mãe humana de Jesus, pois ele precisou vir à este mundo como humano, apesar de em momento algum deixar de ser parte da santíssima trindade. É comum no meio católico chamá-la de mãe de Deus, num claro propósito de confundir a mente das pessoas. Ela foi mãe de Jesus, enquanto homem. Deus, Jesus e o espírito santo sempre existiram antes de Maria, e chamá-la de Mãe de Deus é uma blasfêmia. Não existe em parte alguma da bíblia nada que diga respeito a ascenção de Maria ao Céu como fez Jesus após sua morte. Tal coisa não passa de invenção dos diversos concílios. E quanto à virgindade de Maria, tão propalada? Ora é só ler a bíblia que veremos que Jesus teve outros irmãos, como lemos em Lc8:19 “E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão. 20 E foi-lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. 21 Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.” Como pois, poderia Maria continuar a ser virgem , se continuou casada com José e teve mais filhos? Totalmente fora de propósito e antibíblico, pois como vemos em toda a bíblia desde os nos dez mandamentos devemos adorar somente a Deus;

Santa ceia modificada: Por que a ceia na ICAR se constitui apenas de hóstia? Por que só o padre bebe o vinho? Na última ceia , com Jesus e os apóstolos, Ele partiu o pão e serviu o vinho a todos. Nas igrejas evangélicas é servido o pão e suco de uva não alcoólico.

Celibato:De onde veio o celibato? Segundo historiadores, o celibato surgiu após o concílio de Trento,na idade média, com vistas a não permitir que a igreja perdesse seus bens para os filhos de membros do clero em disputas de heranças. Até então era bastante comum o casamento de membros do clero, e até mesmos os papas se casavam e tinham filhos. Ao contrário de João, vários apóstolos foram casados: Pedro; Tomé; Os irmãos Tiago e Judas, filhos de Alfeu; Simão, o Zelote; Tiago, filho de Zebedeu; Mateus , o cobrador de impostos.

Inquisição: Apesar da Igreja Católica negar veementemente a sua responsabilidade pelas horríveis torturas e mortes de pessoas que discordavam de suas imposições e poder político, e imputar tais mortes apenas na conta das autoridades da época, e de alguns membros do clero, como se fosse de iniciativa própria DELES, e que não estariam seguindo comportamentos padronizados instituídos por Roma.Ora não só seguiam as ordem do papa, mas seguiam um manual padrão, o Malleus Malificarum utilizado pelos inquisidores ensinando técnicas de torturas em interrogatórios: Foqueira, afogamento, mutilações, perfurações, esquartejamento, que consistia em amarrar braços e pernas em cavalos que se moviam em direções contrárias, eram técnicas empregadas com freqüência. Seria isso agradável aos olhos de Deus? Não seria isso semelhante ao que aconteceu no holocausto? Deus não disse em um dos dez mandamentos: Não matarás?

Perdão e condenação: A igreja de Roma proibia a leitura da bíblia. Da bíblia e de diversos outros livros. Sabia que se as poucas pessoas letradas da época começassem a ler a bíblia, descobririam a longa distância que existe entre o clero a palavra de Deus; que as pessoas falariam a outras as verdades da bíblia e aquilo se espalharia como o fogo em  mato seco. Pois diz a bíblia “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Pretendendia a ICAR ser a detentora de todo o poder na terra, não só nas questões espirituais, mas no poder político também. Reis e imperadores obedeciam cegamente ao Papa e a seus mandamentos, pois sabia que ali estava também uma grande força política e militar. A Igreja romana queria ser a detentora de várias prerrogativas divinas, inclusive  perdoar pecados e condenar alguém ao inferno. Segundo a bíblia , só quem tem o poder de perdoar pecados é Jesus, que é nosso advogado junto ao Pai. Somente Ele perdoou pecados; nenhum dos apóstolos teve esse poder, pois apesar de estarem com Cristo e serem seguidores dele, não tinham esse poder. Condenar também não é atribuição do ser humano. Todos sabem que se nos arrependermos de nossos pecados e buscarmos o perdão de Deus, e a ele confessarmos nossos pecados, seremos perdoados. E a condenação, através da excomunhão? Será que um homem tem o mesmo poder de Deus de mandar alguém ao inferno? Pois excomunhão é isso: tirar , decretar que alguém não tem comunhão com Deus. E se não tem comunhão com deus está condenado às chamas do inferno. Mas, segundo a bíblia, julgar é prerrogativa  divina; todos seremos julgados segundo nossas obras.

Vigiai e orai

Everson Leal

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