quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os pastores e as eleições

Eu tenho reparado nesses tempos de campanhas eleitorais que apareceram muitos pastores que são candidatos nessas eleições. Mas, "-E o que é que tem isso demais"? Dirá o menos avisado. Ora quando uma pessoa decide tornar-se pastor evangélico, pressupõe-se que tenha sido chamado por Deus; que tenha vocação; que se dedique a estudar as escrituras sagradas; que seja um orientador quanto as coisas de Deus aqui na terra, e que tenha desapego pelas coisas terrenas. Ora se ele possui todos os quesitos mencionados, se foi realmente chamado por Deus, então por que está abandonando a obra de Deus para se dedicar à pequena e vil política mundana? Por que está desprezando o chamado Divino?
Muitos dirão que Deus os orientou a trilharem por esse caminho(por que não foi antes de ser pastor?) e que a Câmara Federal, Assembléia Legislativa ou Câmara Municipal necessita de representantes do povo do Senhor; mas por que não pode o pastor indicar um membro da igreja? Por que não pode revelar o nome de um candidato escolhido por Deus? Bem vamos imaginar que o pastor diga: "-Eu fui o escolhido para ser o candidato da igreja", e então ele mesmo se coloca entre a cruz e a espada: Se for mesmo escolhido do Senhor será realmente eleito, pois o Senhor não mente e não perde batalhas , sejam elas quais forem. Mas se não ganhar, fica provado que ele mentiu, que não era candidato escolhido por Deus coisa nenhuma, e se ele como mentiu para obter proveito próprio, vai fazer o quê depois do fracasso? Voltar para o púlpito arrependido? Ou voltar como um simples membro?. A última opção seria a mais honesta. Por isso devemos ficar muito atentos quanto a candidatos-pastores, de quais igrejas são, a quem vão representar na câmara e por que quer mudar de profissão, já que a de pastor é tão digna e a de vereador é tão infame e cercada de tentações.

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